sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Corrida de rua - Uma prática saudável que requer alguns cuidados



Fala aí meu povo. De uns tempos pra cá você já deve ter lido alguma matéria sobre corrida de rua, né?! E daí pensou: “pronto, agora eu vou correr!”. Ótimo! Fico feliz em saber que você tomou a iniciativa de praticar um exercício. Mas eu te pergunto: você sabe como começar a correr?
Sempre achei a corrida o exercício mais democrático que existe: você pratica a qualquer momento, em qualquer lugar (menos na nossa cidade, com essas ruas e calçadas nem um pouco apropriadas), e treina de acordo com seu nível de condicionamento. Mas não basta calçar os tênis e sair correndo como um louco. Não pretendo escrever aqui um manual de corrida, mas sim, dar um direcionamento pra quem pretende começar a se aventurar nesse apaixonante mundo.
As corridas de rua tornaram-se uma prática bastante comum nos últimos anos. Homens e mulheres de todas as idades têm se dedicado a essa atividade, visando emagrecimento, condicionamento físico e melhora da qualidade de vida. Sem dúvida, a corrida proporciona inúmeros benefícios à saúde, entretanto, é importante salientar que também pode trazer riscos se não houver um planejamento adequado para esse tipo de treinamento.
Durante a realização do exercício, o nosso organismo é desafiado, o que representa uma sobrecarga, principalmente sobre os sistemas cardiovascular e músculo-esquelético. A melhora da capacidade física ocorre graças à exposição sistemática a esse estresse, ou seja, a regularidade do treinamento. No entanto, é importante que haja um período de familiarização e que, posteriormente, o exercício seja realizado de forma gradativa, respeitando o tempo necessário para que ocorram as adaptações dos sistemas orgânicos.
As respostas ao treinamento de corrida irão depender, sobretudo, da regularidade das corridas, da aptidão física atual, do histórico de exercício físico e da pré-disposição genética do indivíduo. Inúmeras evidências científicas têm demonstrado que a prática regular de exercícios aeróbicos (caminhar/correr, com intensidade moderada, 2 a 6 vezes por semana, durante 20-60 minutos) tem impacto significativo sobre o controle da glicemia, pressão arterial, perfil lipídico e composição corporal, assim, reduzindo os fatores de risco para doenças cardiometabólicas e melhorando a qualidade de vida dos praticantes. Todas as pessoas que desejam iniciar a prática da corrida de rua devem estar atentas às seguintes recomendações:

1) Consultar um médico e fazer exames clínicos para checar o seu estado de saúde, obtendo informações sobre sua aptidão física atual.

2) Consultar uma nutricionista para adequar a sua dieta ao seu novo estilo de vida.

3) Consultar um profissional de educação física para planejar um programa de treinamento o adequado, respeitando sua condição física.
4) Mantenha a regularidade do treinamento. Não falte às sessões de exercício, pois a melhora do condicionamento físico é gradativo.
5) Escolha um horário adequado para realizar a sua corrida. Praticar exercícios sob calor intenso aumenta demasiadamente a temperatura corporal, sobrecarregando o sistema termorregulador, elevando a frequência cardíaca e levando à desidratação.

6) Use calçado adequado (tênis com bom sistema de amortecimento), para evitar lesões articulares e roupas leves que permitam a eliminação do calor.

7) Mantenha-se hidratado, beba água ou bebidas esportivas. A perda excessiva de líquidos corporais aumenta a viscosidade sanguínea, sobrecarregando o sistema cardiovascular.

Não sou muito fã do termo “operação verão”, pois pra mim essa operação tem que durar o ano todo. Mas se você se empolga com a proximidade do verão, já está mais do que na hora de levantar do sofá e tomar uma atitude. Vamos lá... Mexa-se!

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

VIGOREXIA!

Vamos criar um personagem: Zé. Agora vamos imaginar a seguinte situação: Zé ia à academia três vezes por semana. Depois, começou a frequentar a academia cinco vezes por semana, duas vezes por dia. Comprou pesos e equipamentos e decorou a sequência de exercícios para repetir tudo também aos finais de semana, quando a academia estava fechada. Quando o Zé começou a acordar de madrugada para correr antes de malhar, a mãe desconfiou que alguma coisa estava errada. Ao conversar com profissionais de Educação Física, ela descobriu que o filho poderia ser uma vítima de vigorexia, um transtorno de comportamento que ocorre quando o volume e a intensidade da prática de exercícios físicos excedem a capacidade de recuperação da pessoa. O problema geralmente está associado a uma auto-imagem distorcida, ou seja, a pessoa nunca está satisfeita com a própria aparência. 

Já se sabe que a prática de exercício físico estimula a produção de algumas substâncias, como a endorfina, que produzem uma sensação de bem-estar. Pesquisas recentes mostram que essas substâncias também produzem euforia, melhoram a memória, o bom humor, aumentam a resistência, aliviam dores e têm efeito antienvelhecimento. É normal a gente sentir falta do exercício quando está habituado a ter alguma atividade física. Isso não significa que a pessoa está viciada em exercício. O problema começa quando o exercício se transforma em uma obsessão. Pessoas como Zé não podem ficar nem um dia sem se exercitar e se sentem culpadas se, por qualquer motivo, seu rendimento físico diminui.

Quando a atividade física deixa de estar focada no bem estar e no prazer e se transforma em obsessão, a primeira prejudicada é a saúde. Qualquer profissional da área de Educação Física conhece bem (ou deveria conhecer) o conceito de dose-resposta. Para entender isso pense no exercício como se fosse um medicamento, um antibiótico, por exemplo. Ele deve ser tomado em uma dose e num intervalo de tempo especificados para que o efeito seja o melhor. Se você aumentar aleatoriamente a dose ou diminuir o intervalo da medicação, ela não vai ter um efeito maior nem melhor. Ao contrário, o efeito não será aquele desejado. Isso também funciona para o exercício físico. Existe uma dose ideal em que a resposta é altamente positiva; se a dose for menor ou maior, a resposta não será tão boa. Às vezes, o exercício que pode melhorar a saúde também pode acabar com ela.

A vigorexia é considerada um transtorno obsessivo-compulsivo e dificilmente as pessoas afetadas por esse comportamento conseguem admitir que precisem de ajuda. Alguns sinais podem servir de alerta para amigos e familiares: 

• Preocupação excessiva com a aparência 
• Insatisfação constante e auto-imagem distorcida (a pessoa sempre quer emagrecer mais, ficar mais forte, mais musculosa...) 
• Fixação no desempenho físico (quantos km correu, quantos metros nadou, quanto peso levantou...) 
• A pessoa se sente culpada se deixa de se exercitar ou se o desempenho físico diminui 
• Exercício físico se torna o assunto principal nas conversas 
• A pessoa começa a trocar programas de lazer por exercícios programados 
• Restrições severas na dieta 
• Falta de sono, irritabilidade, falta de concentração 

Para as pessoas que têm na atividade física uma profissão, os limites são diferentes. Os atletas trabalham focados em alvos – campeonatos, torneios, jogos, competições, e sempre têm uma equipe de profissionais que os acompanham. Eles se exercitam com planejamento, sob supervisão e têm metas para alcançar. Por isso não servem de parâmetro para as outras pessoas, que buscam a atividade física para melhorar a qualidade de vida. 

Para pessoas não atletas e que praticam atividade física de forma regular, o exercício precisa dar prazer. A atividade física deve estar focada na saúde. Se ela começar a se tornar obsessiva e trouxer culpa e cobrança, é sinal de doença. Fique atento! 

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Atividade Física na Gestação.





Poucas mulheres aderem ou mantém a prática esportiva durante a gestação, mas os benefícios são inúmeros 

A prática de exercícios físicos é importante em qualquer fase da vida. Mas na gestação ela é extremamente importante e recomendado, para que se mantenha o corpo saudável.
Segundo vários estudos, as gestantes que já tem uma rotina de exercícios regular e mantém esse hábito durante a gestação, reduzem o risco de o bebê nascer com excesso de peso e, além disso, elas continuam em forma e mantém o seu próprio peso dentro do ideal para o período. A atividade física tem a função de prevenir o crescimento excessivo do feto quando o mesmo está em desenvolvimento, além de melhorar a capacidade do corpo da mulher manter os níveis de açúcar no organismo. Tudo isso faz com que a futura mamãe diminua a oferta de açúcar que vai para o feto.
Por mais que a prática de exercícios físicos seja estimulada durante toda a gestação, o número de mulheres que aderem a prática é muito pequeno.  É importante frisar que se antes de engravidar, a mulher não praticava nenhum exercício, é importante que se vá com calma, pois agora não é o melhor momento para tentar se transformar numa super atleta. Entretanto você pode optar por praticar exercícios mais leves, como hidroginástica, natação, pilates ou uma simples, mas sempre bem vinda, caminhada. Essa escolha de incorporar a prática de exercícios no seu dia a dia durante a gestação aumenta a probabilidade de a gestante tomar gosto pela coisa e dar continuidade a prática após o nascimento do bebê, mantendo assim o corpo em forma, pois a mulher, ao se tornar mãe se sente ainda MAIS mulher, reavaliando o seu estilo de vida, sendo motivada a cuidar não somente da saúde do seu bebe, mas também da sua saúde.
O mais indicado para a mulher que pretende engravidar é começar com algum exercício aeróbio para melhorar seu condicionamento cardiovascular, além de ocupar a mente, diminuindo a ansiedade, prevenindo doenças como a diabetes gestacional, aumentando a chance de parto normal e afastando possíveis problemas com a pré-eclâmpsia (relacionado a pressão arterial).
Porém, lembre-se que antes de iniciar qualquer tipo de atividade física nesse período é necessário ter uma boa conversa com seu médico. Por isso, se você realmente quer se manter na ativa durante a gestação, veja aqui algumas dicas que irão ajudá-la a se mexer sem correr riscos:
- exercício aeróbios de baixa intensidade e trabalhos de alongamento;
- exercícios de ginástica localizada, principalmente aqueles que fortalecem a região lombar e musculatura adutora;
- em relação aos exercícios abdominais, há certa divergência. Alguns defendem a prática desses exercícios somente no início da gestação e outros preferem evitar esse tipo de movimento durante os nove meses pelo risco de um aborto espontâneo ou má formação do feto.
- tome cuidado com exercícios que mantém você muito tempo em pé, pois esse tipo de atividade acaba dificultando a circulação sanguínea e causando uma leve queda de pressão e mal estar
Não importa qual a atividade escolhida. Os exercícios devem promover uma série de benefícios para a saúde tanto da mãe quanto do bebê. Eles devem ajudar a mamãe a relaxar, controlar ansiedade, reduzir os inchaços e as dores musculares.
Já no pós parto, os exercícios irão contribuir para que a mãe se restabeleça mais rapidamente, além de melhora do humor e fazendo com que a mulher se sinta mais bonita, com a auto-estima lá em cima.
Lembre-se que gravidez não é doença e por isso não pode deixar com que você apenas sente e espere a grande hora chegar. A vida segue, mantenha-se em forma. Proporcione esse prazer pra você e para o seu bebê. Está mais do que na hora de colocar esse barrigão pra se mexer!

* matéria publicada no jornal O Correio do Povo em 21/09/2012

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Culto excessivo ao corpo pode indicar distúrbio.

Vamos criar um personagem: Zé. Agora vamos imaginar a seguinte situação: Zé ia à academia três vezes por semana. Depois, começou a frequentar a academia cinco vezes por semana, duas vezes por dia. Comprou pesos e equipamentos e decorou a sequência de exercícios para repetir tudo também aos finais de semana, quando a academia estava fechada. Quando a Zé começou a acordar de madrugada para correr antes de malhar, a mãe desconfiou que alguma coisa estava errada. Ao conversar com profissionais de Educação Física, ela descobriu que o filho poderia ser uma vítima de vigorexia, um transtorno de comportamento que ocorre quando o volume e a intensidade da prática de exercícios físicos excedem a capacidade de recuperação da pessoa. O problema geralmente está associado a uma auto-imagem distorcida, ou seja, a pessoa nunca está satisfeita com a própria aparência. 

Já se sabe que a prática de exercício físico estimula a produção de algumas substâncias, como a endorfina, que produzem uma sensação de bem-estar. Pesquisas recentes mostram que essas substâncias também produzem euforia, melhoram a memória, o bom humor, aumentam a resistência, aliviam dores e têm efeito antienvelhecimento. É normal a gente sentir falta do exercício quando está habituado a ter alguma atividade física. Isso não significa que a pessoa está viciada em exercício. O problema começa quando o exercício se transforma em uma obsessão. Pessoas como Zé não podem ficar nem um dia sem se exercitar e se sentem culpadas se, por qualquer motivo, seu rendimento físico diminui.

Quando a atividade física deixa de estar focada no bem estar e no prazer e se transforma em obsessão, a primeira prejudicada é a saúde. Qualquer profissional da área de Educação Física conhece bem (ou deveria conhecer) o conceito de dose-resposta. Para entender isso pense no exercício como se fosse um medicamento, um antibiótico, por exemplo. Ele deve ser tomado em uma dose e num intervalo de tempo especificados para que o efeito seja o melhor. Se você aumentar aleatoriamente a dose ou diminuir o intervalo da medicação, ela não vai ter um efeito maior nem melhor. Ao contrário, o efeito não será aquele desejado. Isso também funciona para o exercício físico. Existe uma dose ideal em que a resposta é altamente positiva; se a dose for menor ou maior, a resposta não será tão boa. Às vezes, o exercício que pode melhorar a saúde também pode acabar com ela.


A vigorexia é considerada um transtorno obsessivo-compulsivo e dificilmente as pessoas afetadas por esse comportamento conseguem admitir que precisam de ajuda. Alguns sinais podem servir de alerta para amigos e familiares: 


• Preocupação excessiva com a aparência 
• Insatisfação constante e auto-imagem distorcida (a pessoa sempre quer emagrecer mais, ficar mais forte, mais musculosa...) 
• Fixação no desempenho físico (quantos km correu, quantos metros nadou, quanto peso levantou...) 
• A pessoa se sente culpada se deixa de se exercitar ou se o desempenho físico diminui 
• Exercício físico se torna o assunto principal nas conversas 
• A pessoa começa a trocar programas de lazer por exercícios programados 
• Restrições severas na dieta 
• Falta de sono, irritabilidade, falta de concentração 


Para as pessoas que têm na atividade física uma profissão, os limites são diferentes. Os atletas trabalham focados em alvos – campeonatos, torneios, jogos, competições, e sempre têm uma equipe de profissionais que os acompanham. Eles se exercitam com planejamento, sob supervisão e têm metas para alcançar. Por isso não servem de parâmetro para as outras pessoas, que buscam a atividade física para melhorar a qualidade de vida. 

Para pessoas não atletas e que praticam atividade física de forma regular, o exercício precisa dar prazer. A atividade física deve estar focada na saúde. Se ela começar a se tornar obsessiva e trouxer culpa e cobrança, é sinal de doença. Fique atento! 


fonte: texto adaptado de www.educacaofisica.com.br

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

3o Circuito de Corridas da ACORJS

Já estão abertas as inscrições para a primeira etapa do 3o Circuito de Corridas da ACORJS (Associação dos Corredores de Jaraguá do Sul). Esta etapa está marcada para do dia 18/03/12.
As demais etapas já tem data marcada:
2a etapa: 20/05/12
3a etapa: 16/09/12
4a etapa: 18/11/12
Todas as etapas serão disputadas no Parque Malwee (www.malwee.com.br/parque) e tem largada marcada para as 8:30h.
As opções de distância das provas são 5K e 10K.
Você encontra o regulamento completo e demais informações do site da ACORJS - www.acorjs.org.br

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

10 exercícios campeões em gasto calórico.

Galera, isso não é receita de bolo e também não é regra, mas é uma maneira de direcionar sua escolha por algum exercício físico.
Vale lembrar que não basta praticar somente atividade física. É necessário também, adotar bons hábitos alimentares. 
O texto foi retirado do site www.educacaofisicaa.net um ótimo site com diversas matérias e artigos sobre atividade física e saúde, alimentação, educação física escolar e outros temas da área.
Uma ótima semana a todos!
Prof. Renê Augusto S. Rodrigues
CREF 7801-G/SC


10 exercícios campeões de gasto calórico.


Nos dias de calor, a ordem é torrar sem dó nem piedade toda a energia extra acumulada pelo organismo. E mais: fazer isso num piscar de olhos e, se possível, com muita diversão. Sim, a gente entendeu o pedido e, com uma mãozinha dos médicos Marcelo Ortiz e Carlos Polazzo, do Instituto BR Esportes, ele foi atendido.Numa tarefa suada, montamos um ranking com as dez atividades que mais queimam calorias. Para a ficha ficar completa, ainda investigamos os prós e os contras de cada exercício. Afinal, não adianta nada ficar com uma barriguinha linda se você for obrigada a ficar de molho em casa, com dores pelo corpo todo.

1. Corrida 

Não tem jeito: o pódio ainda é dela. Com uma hora de corrida, você gasta terríveis 900 calorias. Isso equivale a uma lasanha, um copo médio de coca-cola, uma porção de carne de frango e um brigadeiro. Ufa! 

A favor: melhora o condicionamento cardíaco. 
Contra: cuidado com o impacto do joelho e na coluna ao correr. Escolha um tênis com bons amortecedores (acerte na escolha do tênis). 


2. Andar de bicicleta 

Sair pedalando pelas ruas é sinônimo de 840 calorias a menos no corpo. 

A favor: melhora o condicionamento cardíaco. 
Contra: Cuidado com o desgaste da coluna e com o joelho. Antes de começar a pedalar, não deixe de ajustar o banco de modo que você nunca estique completamente a perna. 


3. Tênis 

Trata-se de um esporte completo: você precisa de força para arremessar a bolinha e muito fôlego para percorrer a quadra. Mas tanto esforço é bem recompensado com a despedida de 800 calorias numa partida de uma hora. 

A favor: melhora a coordenação motora, fortalece os músculos (principalmente dos braços) e aumenta a agilidade 
Contra: lesões nos ombros e nos punhos, caso você se esforce demais. Se nunca praticou, procure um professor pelo menos no mês inicial.


4. Futebol 

Temos um argumento imbatível para você topar bater uma bolinha, mesmo que tenha acabado de sair da manicure: uma hora de uma boa pelada consome 780 calorias! 

A favor: fortalece as pernas e melhora o condicionamento 
Contra: tome cuidado com os esbarrões e com as divididas, que podem exigir um pouco de força e jogo de cintura 


5. Boxe 

Coloque as luvas e vamos ao ringue. Treinando boxe, você queima até 660 calorias e ainda define os braços. 

A favor: pique de campeã e músculos dos braços muito bem torneados. 
Contra: exige bastante preparo. Quantos aos socos, eles são feitos em sacos 


6. Musculação 

Pode ser em casa, com pesinhos, ou na academia. Para cada hora de treino, você perder, em média, 720 calorias. 

A favor: melhora a resistência articular e muscular, fortalece os ossos e ainda acelera a queima de calorias. 
Contra: pode danificar músculos e tendões se não for feita com orientação adequada (saiba como evitar lesões). 


7. Remar 

Sim, pode parecer estranho e difícil remar em plena cidade grande, mas os médicos garantem a eficácia. Uma hora de braços para lá e para cá eliminam 600 calorias do corpo. 

A favor: melhora o condicionamento cardíaco e muscular, define todo o peitoral e os braços rapidinho. É o segundo exercício mais completo que existe (depois da natação). 
Contra: pode causar tendinite nos braços 


8. Natação 

Uma hora queima 540 calorias. 

A favor: trabalha todos os músculos e melhora o condicionamento. 
Contra: cuidado com os choques térmicos, caso treine numa piscina aquecida. Não se esqueça de alongar, evitando cãibras. 


9. Basquete 

Não precisa ser nenhum craque do NBA, mas dar uma corridinha para um e outro lado da quadra e tentar jogar a bola na cesta pode te fazer perder 480 calorias. 

A favor: trabalha braços e pernas, praticamente na mesma proporção, além de desenvolver o condicionamento físico 
Contra: cuidado com impactos bruscos no joelho e na coluna e com as trombadas na quadra. 


10. Vôlei
Você sempre pensou: ah, aquele esporte em que a gente fica meio parado nem deve me ajudar a emagrecer... pois errou. Uma hora praticando vôlei elimina 420 calorias da sua barriga, da sua perna, do seu bumbum... 

A favor: braços e abdômen definidos 
Contra: cuidado com as lesões nos dedos das mãos. Elas costumam ser frequentes. 

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Adolescente na musculação é ótimo. Desde que bem orientado!


Alguns anos atrás, os adolescentes costumavam praticar esportes na rua, na escola e nos clubes. Hoje, cada vez mais, eles se deixam atrair pelas academias que, de olho no filão, oferecem programas específicos para jovens. Os especialistas julgam essa busca positiva, uma vez que é uma contrapartida ao hábito alimentar à base de fast-foode ao sedentário computador com seus jogos.
Porém, pais e jovens devem ficar atentos quanto aos riscos envolvidos. Com o corpo do adolescente ainda em formação, ele fica inseguro com respeito à própria aparência. Muitos acham que o corpo já definiu sua silhueta e ficam desesperados querendo mudar a situação. Para isso, às vezes, recorrem aos exercícios com pesos nas salas de musculação, praticando excessos. A maioria das garotas almeja ter o corpo como o das famosas modelos. Diante disso, é preciso haver orientação adequada e bem criteriosa quanto à forma de se exercitar, especificamente no caso da musculação, visando à harmonia integral e boa postura do corpo.
Ao freqüentar academias, o adolescente deve cuidar para não criar obsessão. Garotos que se tornam obsessivos na prática de musculação acabam se tornando suscetíveis a um transtorno psíquico conhecido como vigorexia (ver quadro). Apesar de musculoso, o rapaz se olha no espelho e acha que está flácido. Isso leva ao ganho exagerado de massa muscular e à tentação dos anabolizantes. O contrário disso – a obsessão de perder peso – não é menos perigoso. Já não são raros os casos de meninas jovens que morrem escravizadas por dietas para perder peso, em que se inclui a utilização de laxantes, diuréticos e o vômito auto-induzido. Elas são as maiores vítimas da obsessão pela magreza.
No caso das garotas que freqüentam academia, gastar mais tempo que o recomendável na esteira, na bicicleta ou mesmo nas aulas de aeróbica (fazendo uma aula atrás da outra) pode ser indício de que a preocupação passou dos limites. Num extremo – e aí já se trata de distúrbios que requerem apoio de terapia –, a fixação pode levar a males como anorexia e bulimia. Não custa lembrar: atividade física é saudável, desde que haja acompanhamento de um instrutor que imponha limites corretos e observe a resposta do jovem durante o exercício. Para isso, o instrutor deve ficar atento aos exageros que podem ser cometidos, como, por exemplo, utilização de excesso de peso, postura incorreta e alteração de comportamento (agressividade, dificuldade nas relações socias).
Uma atividade geradora de polêmica, quanto à sua utilização pelo jovem, é a musculação. Muitos pais proíbem a prática da musculação, por acreditarem que ela impede o desenvolvimento natural do corpo dos filhos. Por isso, é necessário esclarecer quais os efeitos verdadeiros da musculação no corpo adolescente.
Os adolescentes podem e devem levantar pesos, desde que estes sejam adequados à sua estrutura óssea e muscular, visando à otimização do condicionamento físico, sem causar hipertrofia muscular (aumento de volume muscular). Assim, ao contrário do que alguns imaginam, a musculação não paralisa o crescimento ósseo do adolescente, mas promove a formação de cálcio, beneficiando o seu crescimento. A musculação não se destina única e exclusivamente ao trabalho de hipertrofia muscular.
Cuidados especiais
É importante lembrar que a carga de treinamento deve ser administrada de acordo com o desenvolvimento físico de cada adolescente. Um bom planejamento com profissionais atualizados e de confiança, sempre contribui para bons resultados. É muito importante o relacionamento entre professor e aluno. O primeiro precisa conquistar a confiança do segundo, a fim de que suas orientações e limitações impostas sejam acatadas.
Portanto, nunca ultrapasse o treinamento indicado pelo professor. Não sobrecarregue na prática do exercício, para evitar lesões. O condicionamento é conquistado passo a passo e, no momento certo, o instrutor irá orientá-lo a mudar o peso. Não use anabolizantes, mesmo que existam muitas ofertas. Se um profissional lhe oferecer ou recomendar o uso, saiba que esse procedimento é totalmente errado. Não cabe ao instrutor de musculação fazer esse tipo de recomendação. A partir daí, esteja certo de que esse não é um profissional confiável. Essas drogas só podem ser utilizadas quando recomendadas pelo médico, e para tratamento de alguma doença.
Lembre-se: Antes de começar o exercício, é importante que o aluno faça uma visita ao médico, para avaliação, informando sobre os seus objetivos. Depois, devidamente orientado, é só escolher um bom profissional de Educação Física e começar a se exercitar.
Benefícios da musculação para o adolescente
  • Fortalecimento da musculatura.
  • Estímulo à produção de cálcio nos ossos.
  • Modelação do corpo.
  • Aumento de força muscular.
  • Melhora da capacidade motora.
  • Melhora da sociabilização e da auto-estima.
  • Prevenção contra lesões nos esportes.

Texto da Educadora Física e Fisioterapeuta Adriana Couto Gabriel de Almeida