segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Exercícios físicos e a TPM

Irritabilidade, depressão, vontade de comer chocolate e ficar deitada, espinhas, cólicas, dores nas costas. Toda mulher sentiu pelo menos uma vez na vida os sintomas da indesejável TPM (Tensão Pré Menstrual). No entanto, a vida não pode parar, você tem de continuar a trabalhar fora, cuidar dos filhos e da casa e ainda não demonstrar sinais de fraqueza para seu chefe.
Uma das formas de combater ou contribuir para controlar a TPM é a prática regular de atividades físicas. Os exercícios físicos, sejam eles aeróbios ou anaeróbios, ajudam a reduzir os sintomas da TPM, como alteração constante de humor, a irritabilidade, a retenção de líquidos, a instabilidade emocional entre outros. Isso ocorre por que a atividade física libera endorfina no corpo, que provoca a sensação de bem estar. Para potencializar ainda mais este efeito, o ideal é optar por uma atividade que lhe dê prazer.
Inchaço: o inchaço em demasia no abdômen é sempre desconfortável. Nestes momentos evite usar leggings ou outras roupas que pressionam demais a região na hora que for malhar. Ofereça a si mesma um pouco de conforto com calças larguinhas e que não comprimam sua barriga. Além disso, essas roupas vão disfarçar aquele barrigão que você abomina quando está de TPM.
Cólicas: em algumas mulheres quando há contração do útero, é normal haver a ocorrência de cãibras. Se você não pode ficar deitadinha em sua cama com aquela bolsa de água quente que se torna a sua melhor amiga, a dica é: mexa-se. Exercícios aeróbicos como caminhar, correr, andar de bicicleta e nadar fazem com que seu coração bombeie mais sangue, além de liberar endorfinas, que aliviam o desconforto e ajudam a eliminar as cãibras. Se a dor for muito intensa, tente algumas posturas de ioga para amenizar as cólicas.
Seios doloridos: seios doloridos dão a sensação de que o peito pesa uma tonelada. A melhor maneira é usar um sutiã ou top esportivo que vai segurar seus seios, evitando que eles se mexam demais e causem dor. Nestes dias evite fazer exercícios de pular ou que oferecem algum tipo de pressão nos seios para não piorar a dor.
Fadiga: tem dias que só de pensar em levantar da cama faz com que você desanime de malhar? Mas não! Faça exercícios leves, com ritmo mais fraco, menos distância ou modalidades de baixo impacto, como a ioga. Não adianta malhar intensamente se seu corpo está pedindo justamente o contrário.
Mau humor: irritabilidade é um dos principais sintomas da TPM. Uma boa dica para dar um up no seu humor é fazer aulas para cima, como as aulas de ginástica coletiva ou um bom circuito. O exercício é um excelente aliado para trazer um pouco de prazer e alegria quando tudo parece pior do que está.
Desta forma, a prática de exercícios em conjunto com uma alimentação saudável, funciona como um importante aliado para amenizar o desconforto e os prejuízos causados pelos sintomas da TPM na vida social e na produtividade profissional da mulher, proporcionando mais saúde e bem estar no seu dia a dia.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Exercício Físico no combate ao tabagismo

Não é preciso falar mais uma vez, que a prática da atividade física traz inúmeros benefícios para a saúde de qualquer indivíduo, seja ele criança, adolescente, adulto ou idoso. Tais ganhos são conhecidos e entre eles estão a melhora da força, do tônus muscular, fortalecimento dos ossos e articulações, perda de peso e gordura corporal, redução da pressão arterial em repouso, controle da glicemia sanguínea, diminuição do colesterol e redução do risco de morte com problemas cardíacos em 40%, por exemplo.
Em contrapartida, sabemos que o tabagismo age de forma contrária à saúde. Ou seja: enquanto a atividade física melhora a qualidade de vida e faz com que vivamos com mais saúde e por mais tempo, o tabagismo faz com que a vida dos fumantes seja reduzida – cerca de um minuto de vida a menos para cada minuto gasto fumando.
O fumo dificulta o processo respiratório e isso depende diretamente do número de cigarros fumados ao dia e do tempo em anos de tabagismo. Quanto mais cigarros e mais tempo de duração do vício, maior o risco de problemas cardiopulmonares futuros.
Há uma diminuição do muco do sistema respiratório. Essa substância protege o organismo contra agentes infecciosos como bactérias, vírus e partículas suspensas no ar poluído. Além disso, pode levar ao endurecimento de vasos sanguíneos, aumentando a pressão arterial e consequentemente conduzir ao surgimento de ateroscleroses, que são placas de gordura que aparecem nas paredes de artérias e veias. Praticar atividade física não pode compensar os danos causados pelo tabagismo, mas pode ser uma importante ferramenta no processo de controle do fumo e na melhora da qualidade de vida do fumante.
Porém, devem-se tomar alguns cuidados ao prescrever exercícios para um fumante. Antes de começar qualquer atividade, é necessário fazer um check-up cardiovascular e pulmonar completo. Além disso, deve ser feita uma avaliação física detalhada com um profissional, onde constará uma anamnese com histórico familiar e pessoal além de dados como peso, altura, percentual de gordura, peso magro e peso gordo, entre outras informações que farão que o programa de exercícios seja prescrito de forma correta e eficiente.
Algumas informações são de extrema importância para o profissional de educação física ao prescrever exercícios para um fumante. O cigarro afeta entre 20% e 30% da capacidade cardiovascular do fumante. Para a pessoa que fuma e logo em seguida faz exercício físico, a pressão arterial aumenta e para quem já tem problema de hipertensão, tal situação pode levar a complicações. Além disso, o cigarro é também um fator de risco para doenças coronarianas. Desta forma, quem fuma há muito tempo e resolve praticar atividades físicas pode ficar exposto ao risco de um infarto. Por isso a importância dos exames antes do início da prática.
Até mesmo quem fuma somente após os exercícios está sujeito aos danos e riscos que o cigarro pode causar, já que a respiração está mais ofegante e mais forte, assim a pessoa acaba inalando mais substâncias tóxicas.
O programa de exercícios deve ser feito de forma segura e gradual, sempre lembrando que não é fácil fazer com que um fumante largue seu vício, isso será o maior desafio. A dependência associada ao sedentarismo torna a vida desses cidadãos ainda mais vulnerável a doenças. Sabe-se que o grande vilão dos dependentes dessa droga é a nicotina, que neurológica e fisicamente impede as oportunidades do fumante largar o vício. O conhecimento em outras áreas como o da psicologia e áreas afins e o trabalho com uma equipe multidisciplinar, também podem colaborar na qualidade do atendimento. Exercícios físicos e tabagismo não combinam e o esforço do profissional e do dependente será decisivo para que o fumante pare ou não de fumar. Isso será um constante estímulo que terá para deixar o vício. Mostrar a ele diariamente os benefícios e fazer com que perceba a melhora em sua respiração ao simples ato de subir uma escada será decisivo nessa luta diária contra o fumo.

sábado, 22 de junho de 2013

Acessórios para variar seu treino.





Acredito que a maioria de vocês já deva ter entrado em uma academia de musculação. Tendo praticado ou não, a imagem fica na memória: máquinas pesadas, anilhas, barras, halteres e outros aparelhos e acessórios que compõem essa atmosfera. Mas de alguns anos pra cá, pequenos acessórios tem achado seu espaço nessa “terra de gigantes”, e ajudado de forma bastante relevante as pessoas a atingirem seus objetivos. Eles chegaram gerando desconfiança, desacreditados por muitos, que diziam que aquilo era “modinha” e em nada iria acrescentar. Mas os anos passaram e hoje esses acessórios fazem parte do dia a dia das academias e studios, tornando os treinos mais variados, desafiadores e muitas vezes mais divertido. Vou listar apenas alguns e torço para que você tenha a oportunidade de utilizá-los:

1-    BOSU: o nome parece (e realmente é) estranho, mas é a sigla para Both Sides Up (ambos os lados para cima). Trata-se de uma meia-esfera de plástico inflável, semelhante a uma bola cortada ao meio e que suporta até 1000kg. Isso mesmo: uma tonelada! Ele possibilita que se façam inúmeros movimentos, como pular, correr, saltar, caminhar, fazer abdominais, exercícios de equilíbrio e flexibilidade. Promove a melhora da coordenação motora, aumenta a eficiência neuromuscular dos músculos neutralizadores e estabilizadores. É um equipamento bastante seguro, permitindo que qualquer pessoa, independente do nível de atividade física, consiga resultados positivos em seu treinamento. Ele também desafia os mais experientes, possibilitando sua evolução. Se você está à procura de um trabalho de reabilitação, alongamento, coordenação ou um treino de resistência, o BOSU tem como finalidade atender a todas as necessidades individuais de cada pessoa em qualquer aula ou tipo de treinamento.

2-    KETTLEBELL: O kettlebell ou Girya, como é chamado em russo, é uma bola de ferro com uma alça, utilizada há séculos para desenvolver força, potência e condicionamento cardiovascular. A característica singular deste equipamento é que o centro de massa se encontra fora da mão do praticante, o que possibilita a realização de movimentos balísticos (arremessos), que promovem uma integração muscular não encontrada em outros equipamentos de fitness. O treino com kettlebell pode ser feito em qualquer lugar, pois ele é fácil de ser transportado. Outra vantagem é a capacidade de seqüenciar diferentes exercícios de forma harmoniosa, sem deixar o peso de lado em nenhum momento, o que torna a sessão de kettlebell training desafiadora. O treino com este equipamento proporciona a realização de movimentos de arremesso e potência. Essa sequência de movimentos acompanhada do peso faz com a musculatura seja mais exigida do que em outros treinos. Ou seja, os movimentos geram uma integração muscular que estimulam o sistema nervoso a utilizar as articulações do quadril, joelho e coluna vertebral, da melhor maneira possível, tornando as tarefas do dia-a-dia mais fáceis. 

3-    FITA DE SUSPENSÃO: é o acessório utilizado no chamado treinamento suspenso, que se popularizou pelo nome de TRX, que na verdade é a marca comercial da fita que originou o método. O treino em suspensão é uma modalidade de treino única, que usa o peso do próprio corpo e a força da gravidade como resistência. Ao contrário da ginástica normal, o treino em suspensão permite recriar quase todos os movimentos atléticos livremente. A simplicidade de utilização da fita permite uma transição fluida entre os exercícios, assim como ganhar resistência, força, equilíbrio e flexibilidade, com um só aparelho. O treinamento suspenso integra grupos musculares diversos em cada exercício, reduzindo assim o risco de lesão por sobrecarga ou isolamento de um só músculo. Uma vez que somente se utiliza o peso do corpo e a força gravidade, a intensidade dos exercícios é facilmente ajustável, sendo necessário apenas ajustar o ângulo do corpo em relação ao ponto de fixação da fita.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Corrida de rua - Uma prática saudável que requer alguns cuidados



Fala aí meu povo. De uns tempos pra cá você já deve ter lido alguma matéria sobre corrida de rua, né?! E daí pensou: “pronto, agora eu vou correr!”. Ótimo! Fico feliz em saber que você tomou a iniciativa de praticar um exercício. Mas eu te pergunto: você sabe como começar a correr?
Sempre achei a corrida o exercício mais democrático que existe: você pratica a qualquer momento, em qualquer lugar (menos na nossa cidade, com essas ruas e calçadas nem um pouco apropriadas), e treina de acordo com seu nível de condicionamento. Mas não basta calçar os tênis e sair correndo como um louco. Não pretendo escrever aqui um manual de corrida, mas sim, dar um direcionamento pra quem pretende começar a se aventurar nesse apaixonante mundo.
As corridas de rua tornaram-se uma prática bastante comum nos últimos anos. Homens e mulheres de todas as idades têm se dedicado a essa atividade, visando emagrecimento, condicionamento físico e melhora da qualidade de vida. Sem dúvida, a corrida proporciona inúmeros benefícios à saúde, entretanto, é importante salientar que também pode trazer riscos se não houver um planejamento adequado para esse tipo de treinamento.
Durante a realização do exercício, o nosso organismo é desafiado, o que representa uma sobrecarga, principalmente sobre os sistemas cardiovascular e músculo-esquelético. A melhora da capacidade física ocorre graças à exposição sistemática a esse estresse, ou seja, a regularidade do treinamento. No entanto, é importante que haja um período de familiarização e que, posteriormente, o exercício seja realizado de forma gradativa, respeitando o tempo necessário para que ocorram as adaptações dos sistemas orgânicos.
As respostas ao treinamento de corrida irão depender, sobretudo, da regularidade das corridas, da aptidão física atual, do histórico de exercício físico e da pré-disposição genética do indivíduo. Inúmeras evidências científicas têm demonstrado que a prática regular de exercícios aeróbicos (caminhar/correr, com intensidade moderada, 2 a 6 vezes por semana, durante 20-60 minutos) tem impacto significativo sobre o controle da glicemia, pressão arterial, perfil lipídico e composição corporal, assim, reduzindo os fatores de risco para doenças cardiometabólicas e melhorando a qualidade de vida dos praticantes. Todas as pessoas que desejam iniciar a prática da corrida de rua devem estar atentas às seguintes recomendações:

1) Consultar um médico e fazer exames clínicos para checar o seu estado de saúde, obtendo informações sobre sua aptidão física atual.

2) Consultar uma nutricionista para adequar a sua dieta ao seu novo estilo de vida.

3) Consultar um profissional de educação física para planejar um programa de treinamento o adequado, respeitando sua condição física.
4) Mantenha a regularidade do treinamento. Não falte às sessões de exercício, pois a melhora do condicionamento físico é gradativo.
5) Escolha um horário adequado para realizar a sua corrida. Praticar exercícios sob calor intenso aumenta demasiadamente a temperatura corporal, sobrecarregando o sistema termorregulador, elevando a frequência cardíaca e levando à desidratação.

6) Use calçado adequado (tênis com bom sistema de amortecimento), para evitar lesões articulares e roupas leves que permitam a eliminação do calor.

7) Mantenha-se hidratado, beba água ou bebidas esportivas. A perda excessiva de líquidos corporais aumenta a viscosidade sanguínea, sobrecarregando o sistema cardiovascular.

Não sou muito fã do termo “operação verão”, pois pra mim essa operação tem que durar o ano todo. Mas se você se empolga com a proximidade do verão, já está mais do que na hora de levantar do sofá e tomar uma atitude. Vamos lá... Mexa-se!

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

VIGOREXIA!

Vamos criar um personagem: Zé. Agora vamos imaginar a seguinte situação: Zé ia à academia três vezes por semana. Depois, começou a frequentar a academia cinco vezes por semana, duas vezes por dia. Comprou pesos e equipamentos e decorou a sequência de exercícios para repetir tudo também aos finais de semana, quando a academia estava fechada. Quando o Zé começou a acordar de madrugada para correr antes de malhar, a mãe desconfiou que alguma coisa estava errada. Ao conversar com profissionais de Educação Física, ela descobriu que o filho poderia ser uma vítima de vigorexia, um transtorno de comportamento que ocorre quando o volume e a intensidade da prática de exercícios físicos excedem a capacidade de recuperação da pessoa. O problema geralmente está associado a uma auto-imagem distorcida, ou seja, a pessoa nunca está satisfeita com a própria aparência. 

Já se sabe que a prática de exercício físico estimula a produção de algumas substâncias, como a endorfina, que produzem uma sensação de bem-estar. Pesquisas recentes mostram que essas substâncias também produzem euforia, melhoram a memória, o bom humor, aumentam a resistência, aliviam dores e têm efeito antienvelhecimento. É normal a gente sentir falta do exercício quando está habituado a ter alguma atividade física. Isso não significa que a pessoa está viciada em exercício. O problema começa quando o exercício se transforma em uma obsessão. Pessoas como Zé não podem ficar nem um dia sem se exercitar e se sentem culpadas se, por qualquer motivo, seu rendimento físico diminui.

Quando a atividade física deixa de estar focada no bem estar e no prazer e se transforma em obsessão, a primeira prejudicada é a saúde. Qualquer profissional da área de Educação Física conhece bem (ou deveria conhecer) o conceito de dose-resposta. Para entender isso pense no exercício como se fosse um medicamento, um antibiótico, por exemplo. Ele deve ser tomado em uma dose e num intervalo de tempo especificados para que o efeito seja o melhor. Se você aumentar aleatoriamente a dose ou diminuir o intervalo da medicação, ela não vai ter um efeito maior nem melhor. Ao contrário, o efeito não será aquele desejado. Isso também funciona para o exercício físico. Existe uma dose ideal em que a resposta é altamente positiva; se a dose for menor ou maior, a resposta não será tão boa. Às vezes, o exercício que pode melhorar a saúde também pode acabar com ela.

A vigorexia é considerada um transtorno obsessivo-compulsivo e dificilmente as pessoas afetadas por esse comportamento conseguem admitir que precisem de ajuda. Alguns sinais podem servir de alerta para amigos e familiares: 

• Preocupação excessiva com a aparência 
• Insatisfação constante e auto-imagem distorcida (a pessoa sempre quer emagrecer mais, ficar mais forte, mais musculosa...) 
• Fixação no desempenho físico (quantos km correu, quantos metros nadou, quanto peso levantou...) 
• A pessoa se sente culpada se deixa de se exercitar ou se o desempenho físico diminui 
• Exercício físico se torna o assunto principal nas conversas 
• A pessoa começa a trocar programas de lazer por exercícios programados 
• Restrições severas na dieta 
• Falta de sono, irritabilidade, falta de concentração 

Para as pessoas que têm na atividade física uma profissão, os limites são diferentes. Os atletas trabalham focados em alvos – campeonatos, torneios, jogos, competições, e sempre têm uma equipe de profissionais que os acompanham. Eles se exercitam com planejamento, sob supervisão e têm metas para alcançar. Por isso não servem de parâmetro para as outras pessoas, que buscam a atividade física para melhorar a qualidade de vida. 

Para pessoas não atletas e que praticam atividade física de forma regular, o exercício precisa dar prazer. A atividade física deve estar focada na saúde. Se ela começar a se tornar obsessiva e trouxer culpa e cobrança, é sinal de doença. Fique atento! 

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Atividade Física na Gestação.





Poucas mulheres aderem ou mantém a prática esportiva durante a gestação, mas os benefícios são inúmeros 

A prática de exercícios físicos é importante em qualquer fase da vida. Mas na gestação ela é extremamente importante e recomendado, para que se mantenha o corpo saudável.
Segundo vários estudos, as gestantes que já tem uma rotina de exercícios regular e mantém esse hábito durante a gestação, reduzem o risco de o bebê nascer com excesso de peso e, além disso, elas continuam em forma e mantém o seu próprio peso dentro do ideal para o período. A atividade física tem a função de prevenir o crescimento excessivo do feto quando o mesmo está em desenvolvimento, além de melhorar a capacidade do corpo da mulher manter os níveis de açúcar no organismo. Tudo isso faz com que a futura mamãe diminua a oferta de açúcar que vai para o feto.
Por mais que a prática de exercícios físicos seja estimulada durante toda a gestação, o número de mulheres que aderem a prática é muito pequeno.  É importante frisar que se antes de engravidar, a mulher não praticava nenhum exercício, é importante que se vá com calma, pois agora não é o melhor momento para tentar se transformar numa super atleta. Entretanto você pode optar por praticar exercícios mais leves, como hidroginástica, natação, pilates ou uma simples, mas sempre bem vinda, caminhada. Essa escolha de incorporar a prática de exercícios no seu dia a dia durante a gestação aumenta a probabilidade de a gestante tomar gosto pela coisa e dar continuidade a prática após o nascimento do bebê, mantendo assim o corpo em forma, pois a mulher, ao se tornar mãe se sente ainda MAIS mulher, reavaliando o seu estilo de vida, sendo motivada a cuidar não somente da saúde do seu bebe, mas também da sua saúde.
O mais indicado para a mulher que pretende engravidar é começar com algum exercício aeróbio para melhorar seu condicionamento cardiovascular, além de ocupar a mente, diminuindo a ansiedade, prevenindo doenças como a diabetes gestacional, aumentando a chance de parto normal e afastando possíveis problemas com a pré-eclâmpsia (relacionado a pressão arterial).
Porém, lembre-se que antes de iniciar qualquer tipo de atividade física nesse período é necessário ter uma boa conversa com seu médico. Por isso, se você realmente quer se manter na ativa durante a gestação, veja aqui algumas dicas que irão ajudá-la a se mexer sem correr riscos:
- exercício aeróbios de baixa intensidade e trabalhos de alongamento;
- exercícios de ginástica localizada, principalmente aqueles que fortalecem a região lombar e musculatura adutora;
- em relação aos exercícios abdominais, há certa divergência. Alguns defendem a prática desses exercícios somente no início da gestação e outros preferem evitar esse tipo de movimento durante os nove meses pelo risco de um aborto espontâneo ou má formação do feto.
- tome cuidado com exercícios que mantém você muito tempo em pé, pois esse tipo de atividade acaba dificultando a circulação sanguínea e causando uma leve queda de pressão e mal estar
Não importa qual a atividade escolhida. Os exercícios devem promover uma série de benefícios para a saúde tanto da mãe quanto do bebê. Eles devem ajudar a mamãe a relaxar, controlar ansiedade, reduzir os inchaços e as dores musculares.
Já no pós parto, os exercícios irão contribuir para que a mãe se restabeleça mais rapidamente, além de melhora do humor e fazendo com que a mulher se sinta mais bonita, com a auto-estima lá em cima.
Lembre-se que gravidez não é doença e por isso não pode deixar com que você apenas sente e espere a grande hora chegar. A vida segue, mantenha-se em forma. Proporcione esse prazer pra você e para o seu bebê. Está mais do que na hora de colocar esse barrigão pra se mexer!

* matéria publicada no jornal O Correio do Povo em 21/09/2012

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Culto excessivo ao corpo pode indicar distúrbio.

Vamos criar um personagem: Zé. Agora vamos imaginar a seguinte situação: Zé ia à academia três vezes por semana. Depois, começou a frequentar a academia cinco vezes por semana, duas vezes por dia. Comprou pesos e equipamentos e decorou a sequência de exercícios para repetir tudo também aos finais de semana, quando a academia estava fechada. Quando a Zé começou a acordar de madrugada para correr antes de malhar, a mãe desconfiou que alguma coisa estava errada. Ao conversar com profissionais de Educação Física, ela descobriu que o filho poderia ser uma vítima de vigorexia, um transtorno de comportamento que ocorre quando o volume e a intensidade da prática de exercícios físicos excedem a capacidade de recuperação da pessoa. O problema geralmente está associado a uma auto-imagem distorcida, ou seja, a pessoa nunca está satisfeita com a própria aparência. 

Já se sabe que a prática de exercício físico estimula a produção de algumas substâncias, como a endorfina, que produzem uma sensação de bem-estar. Pesquisas recentes mostram que essas substâncias também produzem euforia, melhoram a memória, o bom humor, aumentam a resistência, aliviam dores e têm efeito antienvelhecimento. É normal a gente sentir falta do exercício quando está habituado a ter alguma atividade física. Isso não significa que a pessoa está viciada em exercício. O problema começa quando o exercício se transforma em uma obsessão. Pessoas como Zé não podem ficar nem um dia sem se exercitar e se sentem culpadas se, por qualquer motivo, seu rendimento físico diminui.

Quando a atividade física deixa de estar focada no bem estar e no prazer e se transforma em obsessão, a primeira prejudicada é a saúde. Qualquer profissional da área de Educação Física conhece bem (ou deveria conhecer) o conceito de dose-resposta. Para entender isso pense no exercício como se fosse um medicamento, um antibiótico, por exemplo. Ele deve ser tomado em uma dose e num intervalo de tempo especificados para que o efeito seja o melhor. Se você aumentar aleatoriamente a dose ou diminuir o intervalo da medicação, ela não vai ter um efeito maior nem melhor. Ao contrário, o efeito não será aquele desejado. Isso também funciona para o exercício físico. Existe uma dose ideal em que a resposta é altamente positiva; se a dose for menor ou maior, a resposta não será tão boa. Às vezes, o exercício que pode melhorar a saúde também pode acabar com ela.


A vigorexia é considerada um transtorno obsessivo-compulsivo e dificilmente as pessoas afetadas por esse comportamento conseguem admitir que precisam de ajuda. Alguns sinais podem servir de alerta para amigos e familiares: 


• Preocupação excessiva com a aparência 
• Insatisfação constante e auto-imagem distorcida (a pessoa sempre quer emagrecer mais, ficar mais forte, mais musculosa...) 
• Fixação no desempenho físico (quantos km correu, quantos metros nadou, quanto peso levantou...) 
• A pessoa se sente culpada se deixa de se exercitar ou se o desempenho físico diminui 
• Exercício físico se torna o assunto principal nas conversas 
• A pessoa começa a trocar programas de lazer por exercícios programados 
• Restrições severas na dieta 
• Falta de sono, irritabilidade, falta de concentração 


Para as pessoas que têm na atividade física uma profissão, os limites são diferentes. Os atletas trabalham focados em alvos – campeonatos, torneios, jogos, competições, e sempre têm uma equipe de profissionais que os acompanham. Eles se exercitam com planejamento, sob supervisão e têm metas para alcançar. Por isso não servem de parâmetro para as outras pessoas, que buscam a atividade física para melhorar a qualidade de vida. 

Para pessoas não atletas e que praticam atividade física de forma regular, o exercício precisa dar prazer. A atividade física deve estar focada na saúde. Se ela começar a se tornar obsessiva e trouxer culpa e cobrança, é sinal de doença. Fique atento! 


fonte: texto adaptado de www.educacaofisica.com.br